
CAPACITISMO: ORIGEM E O COMBATE A ESSE PRECONCEITO
Setembro de 2021
Em um breve contexto histórico temos um dos casos mais absurdos de capacitismo, se deu no regime nazista, quando em 14 de julho de 1933, foi promulgada a lei de prevenção contra a “prole geneticamente doente” (Das Gesetz zur Verhütung erbkranken Nachwuchses, doravante GezVeN), onde aproximadamente 260 mil pessoas determinadas como doentes físicas ou mentais foram desinfetadas e posteriormente exterminadas.
Michel Foucault, ao dialogar sobre biopolítica com relação ao poder declarou “O poder de morte aparece como complemento de um poder que se exerce positivamente sobre a vida, que procura administrá-la, aumentá-la, exercer sobre ela controles precisos e regulações gerais” (Foucault, 1978). Observando isso, podemos notar que
GenVeN adota simultaneamente no regime nazista, o poder de morte dessas populações aumenta a vitalidade desse ideal irracional e, portanto, é considerada uma ameaça aos ideais raciais e à vitalidade dos arianos.
Capacitismo é definido como termo utilizado para descrever a discriminação, opressão e abuso advindos da noção de que pessoas com deficiência são inferiores às pessoas sem deficiência. Essa corponormatividade é advinda de tempos anteriores, e faz disso algo tão arraigado na sociedade tornando-o praticamente imperceptível ao praticar. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010 (e revistos em 2018), 6,7% da população brasileira têm algum tipo de deficiência. Mesmo ao constatarmos tais números no dia a dia, ainda observamos discursos que corroboram para exclusão das pessoas com deficiência.
Sendo assim, posso dizer que a transformação precisa começar em você e em mim, passando através de atitudes a mensagem da luta contra o capacitismo na sociedade moderna e gradualmente possamos mudar os números em relação ao número de pessoas com deficiência ocupam os mais diversos espaços. Vou deixar aqui alguns exemplos de atitudes que podemos tomar e podem fazer total diferença no combate ao capacitismo e a corponormatividade como: repensar ao utilizar determinadas expressões que os ridicularizem, não fazer piadas que possam soar ofensivas, tentar ser inclusivo ao máximo em todos os aspectos da vida, além de lembrar que ao realizar isso estamos fazendo o mínimo tratando todos com gentileza e respeito.
